sábado, 23 de maio de 2015

Orlando Parte XIII - Onde comprar vinhos ?




Mesmo não sendo uma das conhecidas regiões vinícolas americanas como a Califórnia e Washington, ou um centro gastronômico como Nova York ou Chicago, onde as opções de compra de vinhos, assim como os preços , são imbatíveis, Orlando não é tão ruim como poderíamos imaginar.
Você vai encontrar excelentes opções, se para beber a noite no hotel ( já que você provavelmente vai dirigir muito durante o dia ) ou para trazer para o Brasil.
Não esqueça que a lei seca é super rígida por lá e também, que as garrafas de bebidas devem sempre ser transportadas no porta malas, numa dentro do carro.
Outro detalhe importante, que você já deve saber e que também já comentei em posts anteriores, o Estados Unidos é o melhor lugar do mundo para se comprar vinhos de qualquer pais, não só os americanos.
Devido ao tamanho e a competitividade do mercado americano, os preços dos vinhos europeus ( franceses top incluídos ), latino americanos e australianos, são imbatíveis.
Para dar uma base de comparação com o mercado brasileiro, você escolhe um vinho com preço em dólar, multiplica pela paridade vigente e por um fator de 2,5 ou até 3 em alguns casos , para chegar ao preço de mercado no Brasil .
Por exemplo, um vinho de US$ 20, custaria para voce na faixa de 60 reais nesta data ( estou escrevendo este post exatamente na semana que o dolar disparou no Brasil no inicio do segundo governo da Presidente Dilma ) e no Brasil ele esta custando 150 reais.
Quanto mais caro o vinho, maior a diferença : um de 40 dolares, custara R$ 120 e no Brasil está por R$ 350 !!
O famoso Almaviva, Ícone Chileno, nos Estados Unidos custa entre 100 e 130 dólares dependendo da safra, o que seria 300 a 400 reais nos dias de hoje e no mercado você encontrar por 800 a 1000 reais, ou seja, o famoso fator de 2,5 !!
Se você for a Santiago, vai perceber que o Almaviva lá, seja comprado na Vinícola ou nas lojas da cidade, custa mais caro que o preço americano ( e um pouco mais barato que o preço brasileiro ).
É assim que os consumidores de vinhos top fazem para rechear suas adegas, trazem alguns exemplares a cada viagem.
A mesma proporção aproximada, se aplica a compra na Europa, mesmo pagando em Euro.
Voltando ao tema, os supermercados costumam ter bastante variedade, de vinhos na faixa de US$ 5 a 25 e algumas opções mais caras na faixa de 30 a 40 dólares, lembrando que os americanos não costumam gastar mais que 25 dólares numa garrafa.
As grandes redes, como Walmart, Target e Publix tem muitos rótulos, em especial dos vinhos americanos, como não podia deixar de ser mas o preço da Publix costuma ser campeão.
Se você busca vinhos mais elaborados, para abastecer sua adega ou o seu paladar refinado, a palavra chave é Total Wine, uma rede enorme de lojas com duas unidades em Orlando, uma nas proximidades do Millenia Mall e a outro, com muito mais variedade na Winter Park, na Colonial Drive, logo depois do centro de Orlando.
Na verdade é quase um almoxarifado de vinhos, dado o tamanho e a disposição dos produtos, organizados por corredores de países ( França, Itália, Espanha ) e por Uvas ( Cabernet, Zinfandel, Pinot, Syrah, Chardonnay ).
Um paraíso para os enófilos.
Na entrada um armário envidraçado com os vinhos Tops, alinhados por safra, sempre por mais de 200 dólares a garrafa.
Também tem grande variedade de bebidas destiladas e charutos.
Uma outra opção, bem interessante é a BevFly, escondida num quarteirão de lojas na International Drive pouco antes do Orlando Premium, tem menos variedade mas uma seleção muito bem elaborada de exemplares com preços melhores ( 10 % abaixo ) que a Total Wine.
O atendimento é pessoal e agradável.
Estas opções, que inicialmente parecem restritas, seguramente vão cobrir suas necessidades de compra em Orlando, acredite.
Com este post terminamos a serie Orlando – Miami, no proximo entramos num outro pais, aguarde ...
Ahh, qual pais será ?
Na verdade ainda não sei, assim que souber aviso hehehehe






sexta-feira, 15 de maio de 2015

Orlando Parte XII - Onde comer ?






































Comer nos Estados Unidos é um assunto complicado, via de regra as porções são sempre enormes, o que na verdade não é um problema para muitas pessoas, mas são também bastante pesadas e diferentes do que estamos acostumados.
Por outro lado , as opções são muitas.
Não investiremos tempo nem para falar dos conhecidos Mc Donalds, Burger King e Pizza Hut, tipicas Fast Food e opções conhecidas no Brasil, que custam na faixa de US$ 10 por pessoa e também não enfocaremos a alta gastronomia, presente na Florida, mas se o objetivo é este outras cidades americanas são mais indicadas como Nova York, Chicago e Los Angeles.
Ao mencionar os restaurantes, vamos usar uma termologia especifica : entre parênteses o valor médio em Dólar por pessoa e em seguida, notas de 1 a 5 $, indicando a faixa de preço.
Um destaque , especialmente na Florida e nos estados do Sul, a comida mexicana é muito abundante, em restaurantes como o Taco Bell ( 10, $ ) e o Denny´s ( 15 , $ ), com destaque para a sopa de Cheddar e Brócolis e seus tacos.
É preciso considerar que os mexicanos não aceitam a paternidade da maioria destes restaurantes nominados com o seu país.
Outra opção muito barata, é a rede Panda ( 10, $ ) de comida chinesa.
Uma opção mais para café da manhã mas também viável para almoço e janta é o I Hop ( 20, $$ ), uma casa de panquecas doces e salgadas.
Indo para as opções menos Fast e mais Food, a Cadeia Olive Garden ( 25, $$ ) é bem interessante para comer massas a um preço razoável , tem também boas opções de vinhos em taça ( para não perder o DNA do blog ).
Na linha dos frutos do mar, incluindo camarão e lagosta, o Buba Gamp ( 35 , $$$ , no Citywalk da Universal ) e o Red Lobster ( 35, $$$ , na International Drive , perto do Orlando Premium ) são ótimas escolhas.
Importante mencionar que nos Estados Unidos a gorjeta não vem diretamente incluída na conta, normalmente, no final indica os valores equivalente a 15, 18 e 20 % da conta para você adicionar , dependendo de como você foi atendido.
Resista a tentação de economizar alguns dólares e zerar a gorjeta, será interpretado como se você tivesse tido algum problema grave no serviço, e não, que é pão duro.
Outro lugar interessante, talvez mais para os doces que para os salgados, é o Cheese Cake Factory ( 30 , $$$ , no Millenia Mall e no Winter Garden ), não saia sem pelo menos dividir com alguém um dos seus bolos.
E dividir não é por economia, é porque são bem grandes e dependendo do seu saldo de calorias, uma fatia inteira vai estourar sua cota ( da semana ).
Comer que já é complicado normalmente, nos parques, vira um tormento ! Descontando as opções de restaurantes temáticos, caríssimos, o que sobre é muito pouco.
A cada dia de parque, a menos que você saia mais cedo e almoce fora deles, você vai ter como opção Hambúrgueres, de formatos e recheios diferentes mas todos com o mesmo gosto, Pizza com muita massa e pouco recheio ( e pouca variedade : Linguiça , Queijo e Portuguesa normalmente ), pratos feitos com peito de frango ou linguiça, na faixa 15 a 20 dólares por pessoa.
Corn Dog Disney
Outra opção é comer petiscos o dia todo, pode ser uma perna enorme de Peru, um Cachorro quente ou uma variação de salsicha chamada Corn Dog, na Disney, Pipoca ou Sorvete ( de Abacaxi no Magic, se estiver calor ).
A exceção é o Epcot, onde você vai ter a disposição, comidas típicas de cada  pais representado em volta do lago.
Uma festa gastronômica, se comparado com as opções dos outros parques.
Estas são as opções, mas na nossa experiência, o melhor jantar temático, seja na Florida, nos Estados Unidos ou na Europa, depois de um dia exaustivo, é passar num hipermercado como Publix ou Walmart e comprar uma combinação de pães. queijos, frios, geleias e vinho e degustar a noite no quarto do hotel, de preferencia de pijama.

Experimente...


No próximo e ultimo post de Orlando, descubra onde comprar vinhos ...
  









sábado, 9 de maio de 2015

Bodega Viña Amália e Excelencia VInhos




Num evento promovido pela Excelência Vinhos ( http://www.excelenciavinhos.com.br/ ) de Campinas, pudemos conhecer na noite de ontem, em mais detalhes, a Bodega Amalia de Mendoza , Argentina, propriedade da família Basso, originaria de Genova na Itália.
Com o portfolio sendo apresentado por Adolfo Basso, enólogo da vinícola e neto do fundador de mesmo nome, que a fundou em 1920, trabalha com seu pai, Carlos Basso e seu irmão Tulio.
A Viña Amalia se localiza no coração de Lujan de Cuyo em Mendoza, a 1100 metros de altitude, região se tornou fundamental para a viticultura argentina após a implementação de novas tecnologias de irrigação, e eles estavam entre os pioneiros.
Prima pela produção de vinhos de qualidade, sem preocupação com a quantidade.
A produção se iniciou com o Cabernet Sauvignon Dos Fincas, que depois, deu nome a linha de entrada da vinícola com uma gama de produtos prontos para serem bebidos.
O nome vem da utilização de dois vinhedos diferentes para esta linha.
Via de regra, 30 % dos vinhos estagiam em barricas de carvalho.
Adolfo nos conta que o nome causou certa confusão quando lançaram a uva Malbec, e para indicar que estavam trabalhando com dois vinhedos diferentes e separados, o chamaram de 2 Fincas Malbec/Malbec, sendo necessário explicar o significado para os consumidores mais desatentos.
Hoje sabemos que muitas vinícolas adotaram a ideia e utilizam a repetição do nome da uva para indicar vinhedos específicos.
Nesta linha, destaque tambem para o Sauvignon Blanc, poderoso e com boa acidez, e o Espumante Rose de Malbec. 
Todos com excelente relação custo x benefício.
A linha acima da Dos Fincas foi batizada com o nome da Vinícola : Viña Amalia e agrupa os produtos : Reserva ( 12 meses em barrica de 2º ou 3º uso )  e Gran Reserva ( 12 a 18 meses em barricas novas. ).
Neste grupo , destaque para o Chardonnay  Gran Reserva que tem a 2ª fermentação ( malolática ) interrompida para manter a acidez e inibir o excesso de sabor amanteigado, tão típico dos chardonnays americanos, como nos revelou Adolfo.
Um vinho de guarda que esta sendo acompanhado desde a sua 1ª safra em 2010 para se determinar a longevidade.
Foi a safra que degustamos ontem, e já sabemos que os 5 anos estão garantidos e que bem possivelmente chegue aos 8 ou 10 anos.
Questão de paciência.
Também nesta linha , o Gran Reserva Cabernet Sauvignon se apresentou muito equilibrado e pronto para consumo.
Finalmente, como o Ícone da vinícola, você precisa conhecer, o Carlos Basso Signature, um blend de 4 uvas : Malbec (50%), Cabernet Sauvignon (25%), Petit Verdot (15%) e Syrah (10%).
Aroma peculiar e um final de boca longo e exclusivo.
Enfim, uma noite agradável, muito concorrida, onde pudemos aprender um pouco mais sobre a Argentina e a Viña Amalia.

Saúde !!





sexta-feira, 8 de maio de 2015

Orlando Parte XI - Onde comprar ??


Depois dos parques, a maior atração para os brasileiros em Orlando, são os Outlets e Shoppings da cidade.
Ficam tão ou mais movimentados que os parques.
São dois outlets premium, ambos colados na 4, fáceis de visualizar.
O mais antigo, bem na frente dos parques da Universal, no inicio da International Drive, é enorme.
Algumas quadras antes dele tem outro menor, que não pertence ao grupo Premium, o Market Place.
O outro premium fica mais perto da Disney, grande também e fácil de localizar.
O mais próximo para quem se hospeda em Kissimee.
Importante lembrar do outlet Vero Beach que já comentamos que fica a 100 kms de Orlando, descendo para Miami pela 95.
Mais novo e menos visitado que os de Orlando, se você não vai fazer o trecho Orlando a Miami, e se o objetivo é compras, vale investir um dia e se deslocar para lá.
Aproveitando a direção, chegando em Miami, mais exatamente em Fort Lauderdale, você pode visitar o Sawgrass, um super outlet em forma de jacaré ( ou seria crocodilo ? ).
Além dos Outlets, Orlando tem dois Shoppings próximos a este eixo Disney a Universal, o Florida Mall, na Sandlake Road, no caminho do aeroporto e o Millenia Mall, na 4 sentido Leste, logo depois da Universal.
Também é muito comum na Florida ( e nos Estados Unidos ), condomínios de grandes lojas, normalmente as mesmas : Staples, Ross, Marshall, Target, Bath ..., Home Depot e Barnes & Hoble.
Tem um desses a 30 kms de Orlando, em Winter Park, pela Turnpike sentido Oeste, se você quiser escapar do movimento de turistas.
A Staples é uma loja de artigo de escritórios, bem completa, a Barnes & Hoble é um enorme livraria, a Bath e a Home Depot, são especializadas em artigos para a casa.
Já a Ross é um caso a parte, aparentemente recebe saldos de diversas lojas e marcas e os expõe por tipo e tamanho, direto nas araras e prateleiras por um preço inacreditável.
Não é o caso de comprar , mas sim de garimpar na loja, e se encontrar o seu tamanho e o seu gosto, estará fazendo um ótimo negocio. A Marshall, segue o mesmo estilo, contudo é mais organizada.
Na linha das grandes lojas, não perca o Walmart e a Target, as melhores em variedade e preço.
Supermercado, além do Walmart, na Florida tem o Publix, quase a cada esquina.
Tem também um supermercado boutique, o Word Market, com muitas variedades levando para o lado dos produtos orgânicos.
Enfim, além de se divertir nos parques, opções de compra não vão faltar na sua viagem, aproveite !!
  



sábado, 25 de abril de 2015

Expovinis 2015


Importadora Premium
Falar sobre uma feira do tamanho e abrangência da Expovinis é ter consciência que estaremos limitados a apenas uma visão pessoal do evento, impossível ter uma visão completa.
E esta é a proposta, esta é a minha visão ( parcial ) da maior feira de vinhos de Brasil e provavelmente uma das maiores da América Latina, ou seja, se você também a visitou, vai ficar com vontade de incluir alguns ( ou vários na verdade ) parágrafos neste texto, fique a vontade.
Hospedada por um dos pavilhões do Centro de Convenções do Center Norte, é focada no publico profissional e não no publico consumidor final, assim, se o seu objetivo é apenas consumir vinho, esta no lugar errado.
O objetivo é conhecer novos produtores, ter contato com eles ( de varias partes do mundo que vem ao Brasil para o evento ), novos produtos e aprender, já que um capítulo da feira é dedicado  a palestras e apresentações técnicas.
A disposição é por países, que se organizam para trazer suas associações regionais especificas com seus produtores, mas também estão presentes algumas das importadoras , como vamos detalhar na sequencia.
Portugal,  França, Espanha e Itália estavam muito bem representados, além é claro de uma forte presença dos produtores brasileiros, ora em stands exclusivos, ora agrupados em associações.
A França trouxe um forte apelo a região de Beaujolais e a Italia, na dos Chiantis.
Já Espanha e Portugal, passearam por todas as suas regiões.
Sobre os países, destacaria, um stand dedicado a Eslovênia, com a marca Gomila, apresentando uma gama interessantes de brancos, das uvas Fumint, tipica da região e da internacional Sauvignon Blanc e o destaque para o exemplar do seu Ice wine.
Decanter
A região da Alsacia, na França, também tinha o produtor Cave du Roi Dagobert com uma linha completa de brancos de  Pinot Blanc, Pinot Grigio, Gerwurstraminer e Riesling de excelente qualidade.
De Portugal, vieram grandes destaques de vinhos do Porto, um exemplar melhor que o outro ( ver Post sobre o Encontro Portugal em Campinas, com os mesmos produtores, nesta mesma semana da feira).
Dos importadores, destacamos a Decanter, a Premium e a Casa Flora, contudo com participações bem diferentes.
A Decanter, com prioridade para os especialistas, trouxe um vasto portfolio de estrema qualidade.
Facilmente você poderia ficar um dia todo no seu stand, se quisesse aprofundar seu conhecimento.
Talvez esteja cometendo uma injustiça, mas em especial, o portfolio dos vinhos fortificados da Decanter era imperdível, uma aula de altissimo nivel : Marsalas, Tokays, Sauternes, Vin Santo, Pedro Ximenez e Moscatel de Setubal ( o Top 10 Alambre dos fortificados ).
Nicolas Potel - Premium
A Premium ( que é distribuida pela Excelencia Vinhos na região de Campinas ), também, focou no publico técnico, conhecedor.
Trouxe grande variedade de rótulos acima da média, mas o destaque, sem duvida, foram os franceses, mais especificamente da Borgonha :
O produtor  Nicolas Potel,  com Pinots da região de Nuits Saint Georges e Savigny les Beaune.
O Domaine Christian Moreau com Chablis, um deles Gran Cru Valmur,
Um grupo somente de Pinots de Vinhas Velhas ( maior que 45 anos produzindo ) , da Maison Roche de Bellene  ( Nuits Saint Georges ) e Maison Dieu.
Para não falar apenas da Borgonha, um magnifico exemplar do Vale do Loire, Vouvray do Domaine Huet ( Le Haut Lieu ), delicioso.
Enfim, a Premium era um daqueles stands que voce não podia pular.
Já a Casa Flora, surpreendeu, trazendo um portfolio mais voltado a supermercados e restaurantes, sem investir no publico especialista.
Antes de seguir, abro um parênteses para falar da estrutura de suporte da feira, considerando o periodo de 13 as 21 horas, onde o visitante, que apesar de ir la para conhecer vinhos, vai precisar de no mínimo uma refeição , ou o almoço na chegada ou uma janta antes de ir embora, não vai encontrar grandes opções, no máximo tres : Pizza, Steak ( para ser otimista ) e Pão de Queijo ( forçando a categoria refeição ).Assim, #ficaadica, uma estrutura um pouco mais profissional iria agradar em cheio ao público.
Fechando parênteses, o destaque destas feiras é sempre a lista dos Top 10, escolhidos num evento separado, normalmente uma semana antes da feira começar, por especialistas convidados, geralmente as cegas.
Há de se ter muito cuidado com esta lista, pois não representam a população dos produtos expostos mas apenas os melhores que os expositores quiseram inscrever, limitados pela quantidade de um ou dois exemplares cada.
Ou seja, seguramente você vai encontrar nos stands, exemplares melhores que os da lista Top 10, mas a lista tem seu valor, foram avaliados de forma profissional e ficaram em primeiro comparados a muitos outros exemplares ( não de todos ).
No caso da Expovinis, como voce pode conferir nas fotos, na verdade, o Top 10 é o Top 1 de cada categoria e região, apenas o melhor dos vinhos Brancos, Espumantes, Tinto, Fortificados, separados em Nacionais, Novo Mundo e Velho Mundo.
Dai ser um reconhecimento significativo para o vencedor de cada categoria.
Aracuri, Perico e Valmarino, figuraram na lista, vencendo respectivamente as categorias nacionais de Espumantes, Brancos e Tintos.
E dos internacionais, destaque para o Renacer ( Isso mesmo, faltando um S ), do mesmo produtor do Punto Final, Branco e Preto, bem presente no mercado brasileiro, um Malbec muito bem elaborado, estruturado e equilibrado.
Mas a seu lado, talvez até mais reconhecido pelo palar dos brasileiros, com aquela sensação doce no primeiro ataque, estava o Enamorado, um excelente custo beneficio.
Outro dos campeões, foi o europeu, super toscano e orgânico, A. Sirio da Sangervasio, que veio escoltado pelo seu proprietário Luca Tommazini.
Outro produtor aberto a nos transmitir seus conhecimentos.
Em evento paralelo, dirigiu uma vertical ( 2001,2003, 2007 – o da feira, 2008 e 2009 – ainda não lançado no mercado ) para os associados da ABS Campinas na quinta-feira. Uma aula de evolução dos vinhos, seja no plantio ou na garrafa.
Falando dos Brasileiros, a Aracuri, de Campos de Cima, além do Espumante Brut, Top10, também tinha outro espumante no mínimo igual ao primeiro, Colector Blanc de Pinot, outro estilo, mas de igual complexidade e qualidade.
O corte tinto, Reduto também se destacou.
A Valmarino, da região de Pinto Bandeira, além do vencedor Cabernet Franc, tinha como atração adicional o Reserva de Família.
A Guatambu, de Campanha, no estremo sul, quase no Uruguai (Dom Pedrito ), além do já conhecido e premiado Cabernet Sauvignon, lançou o blend Épico, bem interessante.
A Dom Guerino, trouxe todo o seu portfolio, encabeçado pelo delicioso Traços e lançou um Malbec bem diferente dos argentinos tradicionais, batizado de Vintage, com destaque para o seu rotulo despojado e criativo.
A Pizzato, com um stand muito elegante, trouxe, dentro do seu portfolio abrangente, o tinto Verve, um corte de Merlot, o espumante Vertigo e o já reconhecido DNA99.
Sentimos falta da Miolo para completar o quadro das grandes vinícolas do Brasil.
Individualmente, destacaria, a Quinta dos termos, da região de Beira Interior, Portugal, representada pelo seu proprietário João Carvalho, que por si só já era uma atração, solicito, comunicativo, um potencial de 2 horas de conversa sobre suas experiências, de por exemplo produzir um vinho branco com a uva Fonte Cal, de excelente qualidade ( não conhecia a Fonte Cal ? Nem eu, é típica desta região da Beira ).
Os tintos Seleção e Reserva do Patrão completavam o quadro de surpresas da Quinta dos Termos.

Outro destaque individual, foi o Ninfato, inserido no portfolio da Vinicola Sensi, é um vinho produzido sem Sulfito, o que é um grande desafio como todos sabem. Um vinho excelente.

Enfim, uma feira para ser literalmente degustada, grandes exemplares e muito conhecimento disponível para os amantes do vinho.

Se você perdeu, não esquece de se programar no ano que vem.

Saude !!