sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Vinicola Pizzato e Empório Brunetto – Grande combinação para os amantes do Vinho

O Gran reserva Verve da Pizzato

Uma parte da linha Top da Pizzato

A Organização do Brunetto para a Degustação

Espumante excelente











































































Seguindo a filosofia do Blog, vamos falar de dois protagonistas brasileiros no mundo do vinho.
Hospedado pelo Emporio e Winebar Brunetto, participei nesta semana de uma super agradável noite de degustação de vinhos da Vinícola Pizzato.
Gentilmente apresentando por Jane Pizzato , uma das proprietárias,  viajamos por toda a linha de vinhos da vinícola, seja degustando ou no mínimo, conhecendo detalhes de cada produto.
O inicio de tudo se deu com a chegada ao Brasil, de Antonio Pizzato, imigrante italiano no final do século XIX, que resultou no inicio da produção de uvas finas na região de Bento Gonçalves em 1968.
Em 1999, a família Plinio Pizzato, liderada pelo pai, decide iniciar a fabricação de vinhos no coração da atual D.O.V.V. ( Denominação de Origem Vale dos Vinhedos ).
São duas as regiões produtoras , a primeira na localidade de Santa Lúcia, dentro do Vale, a região dos vinhedos mais antigos, de baixa produção mas  que resultam em vinhos de alta qualidade que evoluem com o tempo.
A segunda, na localidade de Doutor Fausto de Castro, em Dois Lajeados, também na Serra Gaúcha, a 50 kms do vale , portanto fora do seu domínio.
Deste vinhedo, saem os vinhos com o nome da localidade, já esclarecendo para aqueles que chegaram a imaginar que Fausto pudesse ser o nome de um dos proprietários ou uma homenagem ao medico, mago e alquimista alemão, imortalizado pelo poema trágico que o também alemão Goethe levou praticamente a vida toda elaborar.
São vinhos frutados, jovens e de médio corpo.
Os primeiros vinhos demonstrados, como não podia deixar de ser , foram os espumantes, o Fausto de Pizzato Brut, mais leve e frutado e o Pizzato Brut 2010, mais estruturado.
Ambos produzidos pelo método Tradicional ( Champenoise ) com maioria da uva Chardonnay, combinada com Pinot Noir, resultando em excelente qualidade com ótimo custo.
Na família dos espumantes, o destaque fica para o Pizzato Brut Rose, também elaborado pelo método tradicional mas com a proporção inversa de uvas, dominado pela delicada Pinot Noir e complementado pela Chardonnay.
Caminhando para os vinhos brancos, experimentamos o Chardonnay sem passagem por barril, uma tradição da vinícola que agora começa a virar moda mundo a fora. Não tendo a influencia do barril, o frescor e a mineralidade se mantem com o tempo, e o Terroir se expressa de forma natural.
Se a sua preferencia , apesar disso, são para os Chardonnays com amadurecimento em barril, a opção é o Legno Chardonnay Pizzato, feito com uvas selecionadas de parreiras antigas, que trazem complexidade e elegância.
O vinho seguinte foi o precursor da Vinícola, produzido deste a primeira safra  em 1999, uma estreia com uma excelente safra no vale, o Pizzato Merlot Reserva, confirma a grande qualidade desta variedade na região do Vale dos Vinhedos.
Vinho equilibrado, encorpado, outro excelente custo x beneficio.
Entrando na area dos Gran Reservas, degustamos o Verve-Fausto de Pizzato, um blend com 50 % de Cabernet Sauvignon, 30 % de Tannat e 20% de Merlot.
O nome vem do Latim que significa a arte da criatividade, o que foi usado na mistura das uvas para obter o Verve.
Muito encorpado, equilibrado e bom potencial de guarda.
Experimentamos a safra de 2010 que comprova que tem ainda mais alguns anos para atingir o seu apogeu.
Pode ser bebido hoje desde que descanse pelo menos uma hora em decanter.
Excelente opção.
O outro gran reserva da linha, também um blend de Merlot, Tannat e Cabernet Sauvignon, se chama Concentus, nome extraído do latim, que significa harmonia, acordo.
Escolhido pela família já que foi o que tiveram que alcançar entre os membros para definir a proporção ideal das uvas, depois de varios testes, neste primeiro blend.
O final estava reservado para a estrela da vinícola, o Ícone DNA 99, feito pelas melhores e mais antigas uvas do vinhedo de Merlot do Vale , produzido apenas em anos excepcionais.
Até o momento nos anos de 2005, que já virou raridade segundo Jane Pizzato e o 2008 que está no mercado ( mas não mais disponível na Vinícola #ficaadica ). A próxima safra será possivelmente a de 2011 seguida pela 2012, também segundo a proprietária.
O nome DNA, significa  a origem da vinícola e 99 é o ano da fundação.
Um vinho encorpado e de grande tempo de guarda, ideal para os colecionadores.
Um dos melhores do Brasil seguramente.
Jane encerrou a noite convidando a todos para conhecer a vinícola e aproveitar, além das tradicionais visitas e almoços harmonizados, o Dia da Colheita, no período entre Janeiro e Março, onde você poderá colhe-las, pisa-las e conhecer o processo de elaboração dos vinhos, terminando com um excelente almoço.
Também é possível degustar os vinhos harmonizados com vários queijos da região.
Uma visita bem interessante.
E foi isso, uma noite memorável com vinhos de primeira qualidade.
O outro protagonista do post é exatamente o nosso anfitrião, o Empório e Winebar Brunetto.
Se você ainda não conhece, vale a visita.
Recém instalado na Coronel Quirino, 1609 próximo do Regatas no Cambuí, tem uma adega com enorme variedade de vinhos, que você pode levar para casa ou tomar a garrafa ali mesmo, numa área muito agradável sob uma imponente Jabuticabeira, acompanhado por queijos e patês. Se você prefere provar diversas opções por taça,  o Brunetto também tem, graças a moderna Enomatic.
São sempre 8 opções de vinho , servidos em 30, 60 ou 120 ml.
Com uma agenda dinâmica de degustações variadas e eventos criativos com o Vinho e Poesia, você também pode organizar um encontro de amigos , uma confraternização ou uma festa de casamento nas suas dependências.
Mas sem sombra de duvida, o ponto forte do Brunetto é o seu staff, atendimento impecável, amigável  da Monica, Rose, Silvio e Adão, como se você estivesse na sua casa, suportado por um profundo conhecimento sobre vinhos que te deixam seguro na compra.
Imperdível !! #ficaadica.


O Chardonnay sem passagem por barril

D.O.V.V.

No Coração do Vale dos Vinhedos

O Ícone

O reconhecimento cresce a cada ano

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Bardega – O parque temático dos amantes do vinho em São Paulo ?


França

França






















Nas férias de Julho, visitando Santiago, fiquei maravilhado com o Restaurante Baco Vino y Bistro na  Nueva de Lyon 113, Providencia  ( + 56-2-231-4444 ) pela possibilidade de experimentar diversos vinhos em  taça, graças a uma serie de 5 ou 6 maquinas Enomatic .
Aquelas que  garantem a qualidade do vinho depois de aberto.
Lá, degustei alguns icones chilenos como o Pangea e não precisei investir no valor de uma garrafa inteira.
O paraíso para quem gosta mais de conhecer as diferenças entre os vinhos do que tomar grandes quantidades.
No Brasil , mais e mais temos encontrado bares e restaurantes que tem uma ou duas destas maquinas ( normalmente cada máquina com 6 a 8 posições ou vinhos diferentes ).
Raras exceções como  a Vinoteca da Expand no Empório Santa Maria, Avenida Cidade Jardim em São Paulo que tem 4 ou 5 máquinas, mas limitado aos vinhos ( muito bons por sinal ) que a importadora traz.
Agora, você já tem a possibilidade de ter uma experiência seguramente melhor que a do restaurante de Santiago aqui em São Paulo.
Trata-se do Bardega, no coração do Itaim Bibi   ( Endereço: Rua Doutor Alceu de Campos Rodrigues, 218 - Itaim Bibi - São Paulo Telefone: (11) 2691 7578 ).
Com nada mais, nada menos que 12 máquinas Enomatic de 8 posições, são 110 rótulos para você explorar numa noite ( se você aficionado em calculo já está reclamando que eu errei a conta, os espumantes não estão nas máquinas, estão separados em baldes de gelo ).
Como regra geral cada máquina de tinto é dedicada a um pais e claro considerando Bordeaux e Borgonha como países diferentes, o que é a pura verdade para os franceses. E nem vamos discutir que a França merece ter o dobro de amostras que os demais países.
Poderia até argumentar que a  Itália, com apenas uma máquina também deveria ter mais uma.
 Espanha e Portugal também com suas máquinas dedicadas.
Os demais países ( Chile, Argentina, Líbano, sim Libano , Africa do Sul, Australia, Nova Zelandia, ... ) estão super bem representados mas dividindo espaço uns com os outros .
Uma máquina para os brancos, outra para os vinhos de sobremesa.
Os espumantes como falamos fica no gelo, no fundo do bar.
O serviço também é inovador, ao entrar você recebe um cartão com chip que será a sua chave de acesso às taças.
É plenamente self-service, é só colocar o cartão na máquina escolhida, decidir qual vinho vai experimentar e definir a quantidade, são 3 opções : 30, 60 e 120 mililitros.
Os preços, usando a dose de 30 ml como referencia, os vinhos variam de R$ 8 a R$ 60 reais dependendo da escolha.
As demais doses são proporcionais, a de 60 ml é o dobro do preço da de 30 e a de 120 é quatro vezes mais cara.
Se escolher seu próprio vinho, com tantas opções, te assustou, não se preocupe, os sommeliers Aldo Assada e Alexandre Aleluia ficam a disposição dos clientes para ajudar no manuseio da maquina e principalmente explicar e indicar cada um dos vinhos disponíveis.
Os rótulos foram muito bem escolhidos, não são os corriqueiros que você encontra nas grandes importadoras e também para cada pais tem sempre um icone se voce quiser degustar.
Um da Borgonha, um de Bordeaux, o Gaja da Espanha, Sassicaia da Italia ( com o Tignanello e alguns Brunellos correndo por fora, dai a necessidade de mais uma máquina para eles, na minha opinião ),  o Pera Manca de Portugal, o Almaviva do Chile e assim sua vida vai ficando bem difícil para escolher o que beber em apenas uma noite.
O Bardega abre as 18 e 30 horas e até as 20hr30 , tem um menu happy hour com seleção de queijos ou embutidos, bolinhos, risoto e gnocchi na faixa de 10 a 15 reais. E a qualquer hora o cardápio principal preparado pelo chef Daniel Martins, com grandes opções com preço na faixa de R$ 25,00 a 30,00.
Enfim, para os amantes do vinho, trata-se de um parque de diversões.
Para quem quer comer bem, acompanhado de um bom vinho na quantidade justa e na qualidade que quiser, é a opção perfeita.
E para os querem também uma boa conversa, as acomodações são variadas, confortáveis e de muito bom gosto.
Não deixe de experimentar.

Espanha - Bierzo

Portugal - Douro

Icone Super Toscano da Italia

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Buenos Aires, Vinhos, Onde comprar ? Parte VI










Se você está em Buenos Aires, uma dos primeiros itens da sua lista de compra provavelmente  é Vinho, já que a Argentina, 5º maior produtor mundial, mais e mais aumenta sua reputação de produtor de vinhos de qualidade e não apenas quantidade.
No contraponto, o preço dos vinhos importados no Brasil são muito mais altos, dado o imposto de importação e nossa cascata de impostos.
Não vai ser uma tarefa muito difícil fazer esta compra, já que a Argentina tem uma linha completa de boas opções, para todos os bolsos e ótimas vinícolas.
Para te dar uma noção geral, os vinhos tem as seguintes faixas de preço em Buenos Aires –
60,00   pesos – Vinhos frescos e jovens
100,00 pesos – Vinhos Reserva
250,00 pesos – Vinhos Gran Reserva
350,00 pesos – Tops como o Angelica Zapata
E, claro, acima disso aqueles de primeiríssima linha que cada vinícola ( Bodega para Los Hermanos ) tem um , feito praticamente a mão.
São duas as cadeias de lojas de vinho com varias filiais pela cidade, a Winery e a Ligier.
A Winery, tem uma grande variedade de rótulos, trabalham normalmente com as safras mais recentes, não são especializados em vinhos mais antigos.
A vantagem é que você encontra filiais em vários lugares da cidade, como na Avenida Corrientes, 300, travessa da Calle Florida, na altura do Shopping Costa Pacifico.
Também, na Avenida Bergamo com Balcarce próximo da Casa Rosada e na Calle Vicente Lopez, no shopping Paseo Recoleta, bem atrás do Cemitério.
A Ligier além de uma boa amostra dos vinhos recentes, tem uma área especifica para vinhos nobres de safras antigas, especifica para quem esta procurando em exemplar especial ( e quer pagar por isso ).
Também distribuída pela cidade, tem na Avenida Santa Fé, 800 bem próximo da Praça San Martin, e também na Callao, mais ao norte, quase esquina com a Santa Fé.
Outra loja seria a Tonel Privado, talvez a que tenha maior variedade de marcas, fica também próxima da Calle Florida, na Calle Suipacha esquina com a Avenida Saenz Peña.
Dentro do Hotel Panamericano , na larga Avenida 9 de Julho tem a Che Wine, junto com um wine bar, é juntar o útil ao agradável.
Também encontramos duas lojas da Frappé, ambas na região da Recoleta, uma na Calle Parana, 1259 e a outra na Avenida Callao, 1358, boa variedade, ligeiramente mais cara que as demais.
O destaque negativo ficou para a Vera Wines, no centro, na altura do numero 600 da Avenida de Mayo.
Atendimento frio, mesmo sendo atendido por uma brasileira, que questionou porque eu estava anotando os preços dos vinhos.
Na verdade, pensou que eu estava tirando foto, depois percebeu seu engano.
Mal sabe ela que estava anotando o preço de alguns vinhos mais caros que mais tarde voltaria para comprar já que ainda ia ficar mais 3 dias na cidade, não era nenhum tipo de espionagem, seguramente.
Quem perdeu foi ela, a venda.
Se quiser visita-los, deixe o celular em casa para não ser ofendido ehehehehe.
Um pouco mais acima, na mesma rua, na esquina com a Calle Suipacha, uma loja bastante antiga e tradicional, bonita de ser visitada, tem boa variedade de vinhos e também um bom estoque de vinhos top de safras antigas.
Bom para colecionadores.
Mas, como em todos os países, é muito importante, principalmente quando você for comprar vinhos mais acessíveis, verificar os supermercados.
Encontrei bons rótulos no Supermercado Dia, muito fácil de encontrar pela cidade e em especial no Supermercado Safari, uma quadra na Praça da Recoleta, na Guido, os melhores preços que vi na viagem.
O Freeshop dos Aeroportos também são ótimas opções, principalmente porque você não precisa carrega-los desde o hotel mas não se esqueça que só o Aeroporto Afonso Pena tem lojas grandes, se por acaso for voltar pelo Aeroparque, lá as opções são bem limitadas, tendendo a zero.
Finalmente , lembre-se do comentário nos posts anteriores, sobre a diferença significativa entre o Peso no cambio oficial e no paralelo e portanto compre em pesos, depois de ter conseguido trocar dólares por uma boa taxa ou pague diretamente em dólares pois as lojas te darão o cambio paralelo.
Depois disso, é só chegar em casa e degustar suas novas aquisições.





sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Buenos Aires, Gastronomia, onde comer ? Parte 5

Esculturas ao ar livre


Grandes Vinhos

Grandes Patriotas












































Buenos Aires , como a maioria das grandes cidades é muito rica gastronomicamente, muitas e muitas opções a cada quadra para serem exploradas. Além dos já mencionados restaurantes da área do Porto Madero, dos  cafés Tortoni no Centro e La Biela na Recoleta, e dos restaurantes Nacional em San Telmo e Primavila na Recoleta, muitas outras possibilidades na cidade.
Se for buscar algo tipicamente argentino, vai encontrar as famosas empanadas, presentes em todos os lugares seja nos cafés, seja como um lanche da tarde ou como uma entrada nos restaurantes.
Comemos de vários tipos e varias qualidades, mas a que mais nos chamou a atenção foram as empadas de massa folheada da rede de lanchonetes La Continental, com vários sabores mas a de queijo com cebola nos pareceu a melhor.
No campo da Pizza, a Pizzaria El Quartito, na Recoleta, é muito famosa e muitas pessoas consideram a pizza Fugazetta, de cebola com queijo, a melhor pizza que comeram na vida.
Achamos um pouco forçado, especialmente para Paulistas, mas é uma pizza que merece ser experimentada, até porque em condições normais não iriamos jamais pedir uma pizza de cebola em nenhuma pizzaria.
É muito gostosa.
O restaurante, na realidade, é um bar, muito simples e lotado.
Chegue cedo, se não quiser ficar na fila , o que não é difícil, já que os argentinos jantam bem tarde, depois das 9 horas da noite.
Neste restaurante a empanada de Atum também é excelente.
Mas agora, se o motivo da sua viagem a Buenos Aires e’ uma grande comemoração ou se simplesmente você gosta de , de vez em quando, experimentar a alta gastronomia, o nome do local é Tomo Uno.
Daqueles restaurantes para você ir pelo menos uma vez na vida, gastar seu orçamento do ano ( do semestre ?, do trimestre ? do mes ? Ok ! depende de cada um )  mas conhecer o que ha’ de melhor na gastronomia da cidade.
Fico no mezanino do Hotel Pan-americano, Hotel tradicionalíssimo , na Avenida 9 de Julho, do lado oposto ao Teatro Colón.
Você tem 3 opções, a normal escolher um ou dois pratos do menu, que nem é tão cara.
A segunda, o Menu Opção, onde você escolhe 3 de 9 pratos do cardápio, um pouco mais cara.
Mas o show gastronômico é quando você opta pelo Menu degustação, são oito pequenos pratos, 3 entradas, 2 pratos quentes e 3 sobremesas,  com amostra de praticamente todo o cardápio do restaurante.
Claro que complementado por um ótimo vinho da Carta, a sua escolha ou indicado pelo Sommelier.
É realmente uma experiência para a vida toda, altíssimo nível.
Depois desta dica, não tem mais como falar de opções gastronômicas, ficamos por aqui.

Continua ...

Cardapio do TOMO UNO

Bodega Rutini

Outro excelente opção de vinho

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Buenos Aires é uma capital europeia na America Latina ? Parte IV

Caminito

Caminito

Trens de Buenos Aires








Neste momento, você já deve ter calculado um mínimo de 3 dias para conhecer todos estes lugares, é mais ou menos por ai, depende da sua disposição, da sua velocidade e interesse em ver este ou aquele lugar.
Mas ainda faltam pelo menos mais 3 grandes áreas.
As do lado esquerdo do Centro, La Boca e San Telmo, possíveis de serem feitos em um dia.
La Boca, para os homens, desnecessário explicar, a famosa La Bombonera, estádio do Boca Juniors, de ótimas e péssimas recordações para os brasileiros, dependendo totalmente para qual time de futebol torce.
Local para visitar e se possível assistir um jogo , sem demonstrar que é brasileiro, para não ser jogado do alto das íngremes arquibancadas.
Sem polemizar, não acho interessante visitar o Museo de la Pasion Boquense, ponto.
Logo ao lado a atração mais turística do bairro,  o também famoso Caminito, um aglomerado de casas com paredes e telhados de zinco que desde o século XIX e inicio do século XX, eram pintados com cores bem vivas na tentativa de melhorar o aspecto visual dos imóveis.
E’ hoje um centro de artesanato, musica e arte a ser visitado, principalmente nos finais de semana.
Segundo os próprios argentinos, não é um lugar para ser visitado a noite.
Eu acreditei neles.
Após visita-los , seguir de taxi para o bairro vizinho , na direção do centro para conhecer o bairro de San Telmo.
A referencia e’ a Praça Dorrego, forrada de mesas de bar que são atendidos pelos bares da redondeza.
Local onde, tomando um café ou uma cerveja, pode-se assistir um legitimo show de tango ao ar livre.
Bem ao lado, o Mercado Municipal, que só vale a pena pelo prédio pois dentro esta bem abandonado com algumas lojas de antiguidade.
A algumas quadras, a Igreja Ortodoxa Russa construída em 1901 , com seu teto de 5 cúpulas tipicamente russos.  
Para nós, a verdadeira surpresa da região foi o almoço no Restaurante Nacional, Calle Peru, 860, encontrado por puro acaso, que serve comida de primeiro nível a preço de almoço comercial, vale conhecer.
Aqui vale comentar que em Buenos Aires, o padrão das garrafas de agua nas refeições é de meio litro, assim se você estiver num  grupo relativamente grande, se pedir agua para todos, seguramente vai sobrar e você vai ser forçado a praticar a orientação de todos os médicos de beber 2 litros de agua por dia , pois o meio litro do almoço e o meio litro do jantar, os argentinos garantem.
Com isso você cobriu de uma forma bem abrangente as atrações da cidade.
Além do Zoo de Lujan, já mencionado, outro passeio a ser feito se você tiver um dia de sobra , é visitar a cidade de Tigre, a 30 kms de Buenos Aires.
Duas opções de transporte, ambas de trem, um direto da estação Retiro para Tigre na linha normal, com muitas paradas e o trem a baixa velocidade, levando cerca de 1 hora.
A outra, também da Estação Retiro para Mitre e de lá pegando um trem turístico que é um pouco mais rápido.
 Na cidade três grandes atrações, um parque temático para quem se interessa, muito visitado pelos residentes locais, uma grande area de artesanato e pequenos restaurantes, no estilo Embu para quem é de São Paulo e finalmente um passeio de barco através dos pequenos braços do rio Tigre , visitando por trás as mansões da região. É um dia interessante.
A dica de compras fica para a região da Villa Crespo, onde você vai encontrar umas 30 ou 40 lojas tipo Outlet, no entroncamento das ruas Aguirre com Gurruchagua.
É possível chegar de Subte, estação Malabia da linha B Vermelha, e claro voltar de taxi se suas compras forem um sucesso.
Necessário dizer, segundo nossa experiência e segundo a paridade Pesos x Reais no período da nossa visita, que os preços não estavam assim tão convidativos, no máximo 10 a 15 % mais baratos que no Brasil, mas é claro que isso varia com o tempo, questão de verificar no momento da sua viagem.
Outra característica importante neste período que fomos é que havia uma diferença muito grande entre a paridade oficial do Dólar comparado ao Peso, com a paridade do Dolar no mercado paralelo.
O oficial estava no nível de 5.4 e o paralelo estava a 8.2 !!
Ou seja, valia a pena correr o risco de trocar parte dos seus dólares ( ou até Reais ) nos cambistas de rua ( ou através de alguma pessoa conhecida e mais confiável ) e fazer as compras em pesos.
Nos restaurantes valia o mesmo principio, se você pagasse em dólar os restaurantes convertiam normalmente a conta na taxa do dólar paralelo. Fica a dica.

Continua ...


Esculturas a céu aberto

Os trens de Buenos Aires